terrible two
Criando Filhos, DIRETO AO PONTO

Terrible Two: Como Sair Viva! Dicas que Funcionam para Você Aplicar Imediatamente! (Direto ao Ponto #2)

 

Bom dia, Pessoal! A cena é clássica!

Família correndo, atrasada para a festinha da priminha, e você atrás da filha de 2 anos que se recusa a colocar a sandalinha fofa e está rindo da sua cara porque ela vai com o tênis todo ferrado que ela usa para ir pra escola todos os dias!

Esse post é quase uma transcrição do vídeo acima, gravado ao vivo em 25/04/18 e transmitido via Live no Instagram Stories, como parte do quadro DIRETO AO PONTO, nosso encontro semanal sobre como educar nossos filhos!

É a sua primeira vez por aqui? Então Clique Aqui e conheça esse quadro, como funciona e como você participa! Sua vida em família será bem melhor daqui para frente!

TERRIBLE TWO – O QUE É? 

Fase dos 2 anos em que eles são terríveis! É também conhecida como a adolescência do bebê ou a crise dos 2 anos! Teremos vários quadros sobre essa fase! Acompanhe!

O “Drama da Sandália” descrito acima é o típico comportamento do Terrible Two!

Você não se conforma porque comprou aquela sandália especialmente para aquele vestido e afinal de contas: “Quem manda aqui sou eu!”. Pronto a guerra começou e a festinha virou o pivô de mais um domingo exaustivo, frustrante, de brigas, gritos, choros e castigos… Depois da festa, nem começou o Fantástico e você já está rezando para chegar logo segunda-feira para deixar a turma na escola e ir “descansar” no trabalho! Afe!

Você não está sozinha!

DIRETO AO PONTO

Como prometi, vou direto ao ponto na solução e depois eu explico o caminho até ela, ok?

Fácil: dê opções! Na hora de colocar o sapato, ao invés de pegar a sandália e decidir sozinha, dê opções: escolha duas opções viáveis para aquele vestido e ofereça. Deixe-a decidir!

E A DICA DE OURO:

Se você realmente quer a sandália, ofereça o sapatinho de festa primeiro com bastante ênfase e os olhos brilhando, e em seguida, ofereça a sandália com a voz bem desanimada, meio que fazendo pouco… Bingo! Certeza que ela vai querer a sandália!

EXPLICO: TERRIBLE TWO!

Na verdade, quem explica é Isabelle Filliozat, autora de “Já Tentei de Tudo!”, um dos meus livros preferidos sobre crianças desde o Terrible Two até uns 5 anos! Recomendo muito! Leitura rápida e fácil, linguagem meio de auto-ajuda, super direto ao ponto! E esse trecho que estamos tratando hoje é um dos meus preferidos porque realmente mudou a minha vida! Pág 58

A criança com 1 ano e meio de idade já tem consciência de ser um indíviduo. Ja percebe suas vontades e corpo próprios. Ela precisa se dissociar dos pais, ela precisa se estabelecer como indivíduo: “Eu sou eu! Não sou o bebê-objeto da mamãe.”

Se a gente dá uma ordem e ela obedece, o lobo frontal do seu cérebro permanece inativo. Ela se sente anulada. Ela se sente um objeto manipulado. Então ela se opõe e tenta se impor até sentir que todo mundo já entendeu isso!

QUANTO TEMPO DURA?

Essa fase pode durar 1 semana ou anos. Vai depender de quanto tempo nós, pais, demoramos para “captar a mensagem”! Quanto mais nós rejeitamos esse movimento de autoafirmação, mais ela precisa se impor! “Eu não sou você, eu sou eu!”

Estamos falando especificamente sobre a fase em que ela quer contrariar como forma de estabelecer a sua identidade. O Terrible Two é uma fase bem mais ampla que envolve uma série de comportamentos e mudanças no processo de desenvolvimento da criança. Vamos falar sobre diversos aspectos desta etapa nos próximos posts, fique atenta! E se o Terrible Two ainda não chegou na sua casa, já vai ficando esperta e acompanhando essas dicas, assim você sentirá bem menos o drama quando ele bater na sua porta!

DETALHE:

Nessa fase, a habilidades comunicativas da criança ainda são restritas, ela não consegue falar tudo que sente, nem tudo que quer mostrar/impor. Isso explica a quantidade de crises e choros e “nãos” repetitivos (muitas vezes essa é uma das únicas palavras do seu vocabulário). O controle emocional também é imaturo, então ao menor sinal de frustração, de que você não está “captando” a mensagem, o drama começa! Normal!

Novamente, isso se chama Terrible Two! Aliás eu passei a detestar esse termo, porque ele é pejorativo por si só e reflete a imagem que nós temos de que esses comportamentos são manhas e caprichos de crianças mimadas. Mas quando entendemos o que os desencadeia, podemos mudar muito os nossos dias em família durante esse período! É sério! Veja:

COMO AJUDAMOS?

É simples: dê espaço para ela decidir e demonstre entender seu ponto!

Ela é ela e ela tem vontade própria e precisa decidir um pouco sobre a vida dela… (um pouco, é claro…). Se ela percebe que todo mundo entende isso, ela se sente confortável com esse novo estado da sua consciência que ela acabou de descobrir. Não existe mais conflito. A fase foi superada. “Agora todo mundo sabe que eu sou eu! Quando a mamãe sugere a sandália, ela quer que eu fique bonita porque acha que eu ficarei mais feliz. Mas se eu quiser o sapatinho ou o tênis estrupiado, tudo bem, ela vai respeitar, porque ela já sabe que eu sou uma pessoa diferente dela. Então, acho melhor eu ficar bonita com a sandália mesmo…”.

PRATIQUE! VEJA ALGUNS TRUQUES:

Para facilitar as decisões inteligentes,

  • … CRIE ROTINAS: repita religiosamente a mesma rotina quando as situações se repetem.

Na hora de ir para escola: escova os dentes, coloca o tênis, beijo no papai e chama o elevador.

Na hora de ir dormir: mamadeira, escova os dentes, lê historinha, beijinho na mamãe, vira pro lado, abraça o doudou e fecha o olhinho.

Quando vem visita: espera no elevador, diz bonjour olhando no olho, dá beijo em todo mundo, divide os brinquedos, na hora deles irem embora não vale chorar e depois tem que guardar tudo. (ahh, pode brincar com as fantasias!)

  • … CONSOLIDE ASSOCIAÇÕES:

vestido -> sandália

festa -> sapato de festa

chuva -> bota

escola -> tênis

em casa -> pantufa

frio -> casaco

mesa -> babador

carro -> cinto de segurança

E então, diante das situações, ao invés de decidir por ela,

  • FAÇA PERGUNTAS, PERMITA A REFLEXÃO: ela pensa, ela chega à conclusão, ela decide. Com rotinas e associações estabelecidas, conclusões inteligentes são mais prováveis.

– Humm… Qual sapato, vamos ver… O que você está vestindo mesmo?

Esse vestido! Com vestido eu sempre uso a sandália!

– Vamos ver como está o tempo…

Está chovendo, mamãe! Tenho que pegar a bota!

– Dim Dom!

Ebaaa, a Manu e a Malena chegaram! Desliga o desenho, Pepê, vamos esperá-las no elevador!

  • DEIXE-A   DECIDIR: Seria o fim do mundo mesmo se ela fosse na festa com o tênis estrupiado?

“Ahh que legal! Você quer ir com o tênis estrupiado? Esse que está todo sujo porque você usa todo dia para ir para a escola? Acho que ontem você até pisou no cocô com ele, né? Mas tudo bem, acho que vai ser divertido mesmo… Eu achei que você ir preferir essa sandália linda que a vovó te deu, eu fiquei sabendo que as meninas na festinha vão estar com sandália… Mas tudo bem, melhor ser diferente de todo mundo né? Você que escolhe: tênis estrupiado ou sandália linda?

  • DÊ OPÇÕES: como eu já disse antes, se estamos diante de algo que você realmente não está disposta a ceder (“tênis, de jeito nenhum!”), antecipe a crise e já ofereça, antes de mais nada, 2 opções aceitáveis. Simples. Com 2 opções, ela já fica satisfeita, o lobo frontal do cérebro se mobiliza, ela precisa decidir e pronto! Assim ela mostra que ela é ela, ela diz “EU quero essa!” e todo mundo fica feliz!

COMO ISSO MUDOU A MINHA VIDA

Aqui em casa, a descoberta desse mecanismo foi uma revelacão! Muita coisa passou a fazer sentido! Antes, o Dri e eu achávamos que educar era impor a nossa autoridade! Mostrar quem manda! E como acabamos de ver, essa é uma receita rápida para a guerra! Afinal nossos filhos não são robôs feitos apenas para atender aos nossos comandos!

É claro que obediência segue sendo importantíssima (nem sempre respeitada, obviamente, temos nossos momentos…). Mas o importante é saber distinguir as situações. Precisamos dar ordens sobre tudo? Se conseguirmos escolher algumas situações em que é possível ceder a decisão às crianças, isso talvez já seja suficiente para eles se sentirem respeitados como indivíduos (e não um prolongamento de nós…). O lobo frontal dos seus cérebros já terá bastante atividade. E quando estivermos diante de uma situação inegociável, eles talvez não tenham problema em simplesmente obedecer, porque eles já tiveram diversas outras oportunidades ao longo do dia para se sentirem donos de si! Ou até porque nem será necessário uma ordem, aquele comportamento que você espera será óbvio para eles, porque faz parte de uma rotina, porque faz parte de uma associação conhecida, porque eles pensam na situação apresentada e concluem sozinhos como se portar. E se sentem bem com isso.

Isso é ciência, faz sentido e funciona!

TERRIBLE TWO NÃO PRECISA SER TERRÍVEL!

Tente! Observe as situações em que seus filhos se opõem a uma vontade ou ordem sua! Observe as consequências. Pense em como reorganizar aquela situação de forma que ele se sinta minimamente no controle (isso serve para os maridos também, kkk). Na próxima vez em que você se deparar com aquela situação, já saberá como apresentá-la melhor… Nesse dia, não esqueça de vir aqui me contar como foi!

E pare de culpar o Terrible Two por tudo! Se organize para ter tempo de qualidade com seus filhos, mesmo que sejam apenas 10 minutos de historinha, agarradinhos dentro da cabaninha antes de dormir! Um chamego em família mais um beijo mágico por dia fazem milagres!

Combinado? Achou útil? Me conta! Comente abaixo!

E Clique Aqui para ser avisado sobre o próximo post como esse!

Aquele abraço!!

Ahh!! Se você tem uma amiga que está passando por problemas, uma prima que está grávida, ou uma vizinha que se descabela todo dia com a criançada, compartilhe esse post no Facebook (botão abaixo!)! Tenho certeza que esse conteúdo vai ajudá-las tanto quanto me ajudou! Já pensou que você pode mudar completamente a vida de uma família? Se você se importa, compartilhe!

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Um comentário em “Terrible Two: Como Sair Viva! Dicas que Funcionam para Você Aplicar Imediatamente! (Direto ao Ponto #2)

  1. Kelim Kristina Toaldo disse:

    Adorei a dica! Orientação inteligente q busca estratégias diferentes. Ajuda na mudança de conceitos estabelecidos por modelos q passam de geração em geração. Significa quebra de paradigma.

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